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Por que o “trabalho” é tão complicado? | Stacking The Bricks

por Amy Hoy

Eu tenho tido dificuldade pra entender como começar esse ensaio sobre o melhor no trabalho. Trabalhar parece algo tão mecanicista; você realiza algum tipo de labor por algum tipo de recompensa. Fim da história. Certo? 

 

Trabalhar é uma coisa que todos temos em comum. Supostamente seria um tema fácil pra escrever sobre. Ou pelo menos, eu achei que seria. Mas diferente de onde você mora ou como você dorme – onde todo mundo pode concordar em qual é o objetivo da coisa – o trabalho é algo que finge ser um milhão de outras coisas. 

 

Casas são pra te abrigar e te trazer conforto, te dar um lugar pra estar.

 

 O sono existe pra te restaurar e te energizar. 

 

O trabalho deve pagar as suas contas. 

 

Ou talvez ele deveria ser a sua paixão? Ou talvez o trabalho deveria ser expressão criativa? Ou te tornar poderoso e importante? Ou te dar um senso de propósito?  Talvez uma sensação de realização e satisfação? Ou o trabalho não é “trabalho de verdade” a não ser que ele te ajude a mudar o mundo? Talvez trabalhar seja sobre ambição, e risco? Mas então, ele poderia ser sobre as pessoas com quem você trabalha? 

 

Ou – paciência, vamos fechar o ciclo completo – talvez seja mesmo tudo sobre o dinheiro, no fim das contas.  

 

O QUE DIABOS É TRABALHO, AFINAL? 

 

 Não admira que seja difícil pra mim me achar dentro de um tema tão gigantesco. (Exceto escrever sobre como não consigo escrever sobre ele – sempre um golpe mortal contra o bloqueio criativo.) 

Milhões de galões de tinta já foram virados sobre esse assunto porque a ideia em si de trabalho é vaga pra caralho. 

É fácil falar sobre o que cria trabalho merda (chefes abusivos, salários baixos, ambientes perigosos)…mas o melhor trabalho? 

Você não pode responder “Porque não o melhor trabalho?” até que você saiba o que diabos você quer que o trabalho seja. 

Você, especificamente. Sim, você. 

Gosto pra colchão e pra casas varia bastante, mas o que constitui o melhor trabalho é profundamente pessoal. Qualquer combinação desses fatores pode formar o seu melhor: 

 

  • o seu ambiente de trabalho
  • as habilidades que você aprende
  • como você usa e aplica essas habilidades
  • o assunto
  • o material
  • as pessoas com quem você trabalha
  • o resultado que o seu trabalho cria
  • o motivo pelo qual você trabalha
  • o dinheiro
  • a localização
  • ou a liberdade, o poder, a paixão, a criatividade, o tempo…

 

E mesmo assim, alguém com as mesmas habilidades e experiência que você pode achar a sua melhor combinação a pior combinação possível. 

 

Então, antes que você possa responder, “Porque não o melhor?”  

 

Primeiro você tem que perguntar: 

O que é o melhor…pra você?

Só você pode responder essa pergunta. E o melhor momento para perguntá-la é agora. Eu mesma demorei 20 anos pra acertar a resposta. E eu já fiz praticamente todo tipo de trabalho e já cometi todo tipo de erro. Eu já trabalhei duro pra chegar em lugares e depois descobrir que nem queria estar lá. Eu sacudi a poeira e tentei de novo. Finalmente – finalmente – eu encontrei o melhor tipo de trabalho pra mim. 

Enquanto você embarca nessa jornada, tenho algumas perguntas: 

  1. Quando o trabalho te fez mais feliz?
  2. Quando você esteve livre para fazer o seu melhor trabalho? 

E se a sua resposta não for “Agora mesmo!”, eu pergunto: por que não? 

 

 

 

 

Publicado originalmente por Amy Hoy para o Stacking The Bricks.

Traduzido para o português pela equipe da Fábrica do Futuro.

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