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O Átomo Criativo | Stacking The Bricks

por Amy Hoy

O Átomo Criativo é o centro do núcleo em volta do qual a coisa maior se forma. O Átomo Criativo é a menor peça possível, a coisa mais minúscula que se sustenta sozinha, exatamente como um átomo normal. 

 

O átomo criativo é o núcleo no qual você pode construir em cima, e crescer, e evoluir…da mesma forma que muitos átomos se tornam uma molécula, e muitas moléculas se tornam uma bactéria ou uma cadeira. 

 

Não é o mesmo que o mínimo produto viável (MVP) porque ele não tem que ser comercialmente viável, ele só precisa ser o pedaço discreto, independente de alguma coisa que eventualmente pode ser algo maior, mais chique e mais completo. Ele precisa, de fato, cumprir a sua função. Mas essa função não precisa ser vendável. 

 

Além disso, o Átomo Criativo não existe para justificar a sua própria existência ou o seu desenvolvimento continuado para você (Lean define o MVP como a menor coisa que pode ser testada ou validada). 

 

O Átomo Criativo não precisa tomar a mesma forma do seu objetivo final: 

 

  • – Uma thread no Twitter pode ser tornar um post de blog
  •  
  • – Um artigo em jornal pode se tornar um livro
  •  
  • – Uma conversa relâmpago pode se tornar um workshop de 3 horas
  •  
  • – Um shell script ou uma planilha do Excel pode se tornar um SaaS
  •  
  • – Um processo de consultoria manual, de alto contato, pode se tornar um livro…um guia de processos…uma ferramenta…um workshop…ou um aplicativo

 

Só alguns desses exemplos seriam considerados produtos.

 

Se você quisesse chegar no Átomo Criativo para um aplicativo SaaS que faz contas do zero, você poderia dar uma de Fred Flintstone e resolver com planilhas, cola de API, cron jobs ou até trabalho manual. Você poderia exercitar esse mesmo procedimento e entregar um resultado extremamente parecido, num formato que não exige meses de desenvolvimento. Você pode ou não cobrar por isso. Você pode facilmente começar com um serviço high-touch e hands-on…e aí gradualmente ir automatizando por trás da cortina, e eventualmente lançar o seu projeto de Skunkworks como um SaaS. 

 

E se você estivesse, como eu, trabalhando num sistema de gerenciamento de conteúdo totalmente novo…você poderia adicionar algumas das suas ideias em cima de um gerador de sites estáticos já existentes, lançar isso, e começar a usá-lo. 

 

Você pode expressar o núcleo inicial, o Átomo Criativo, de um milhão de jeitos diferentes e escalas e ainda ser consistente na essência da coisa. 

 

Exemplo da vida real: 

 

Eu estou trabalhando num ensaio muito longo, muito bem embasado, muito raivoso sobre porque blogs enquanto formato precisam morrer. Até agora tem 3,000 palavras. 

 

Por que não simplesmente publicar o que eu já tenho? Porque não faria o trabalho que eu me propus a fazer com ele. Por exemplo: se meu objetivo é ter um artigo cheio de referências e notas de rodapé, fazer uma versão meia-boca não vai ajudar. Eu quero que esse artigo em particular seja Escrita Séria Sobre Design. Um Átomo Criativo precisa ser discreto, e um artigo-pela-metade não seria. 

 

Mas isso não significa que eu esteja ficando quieta sobre o assunto. Enquanto eu escalo meu Everest, meu post mais recente sobre o nosso novo site brevemente levanta algumas das mesmas questões. E eu incorporo muitos dos mesmos argumentos-base e ideias em tweets, episódios de podcasts, wireframes e mais. 

 

Cada uma dessas expressões são completas em si mesmas – elas variam em intensidade, escopo e escala – em vez de serem uma versão meia-boca de algo que deveria ser bem diferente. 

 

E isso não é um exercício acadêmico…eu estou colocando essas mesmas ideias e argumentos no meu trabalho quando nós criamos e implementamos o nosso novo site. 

 

O Átomo Criativo é meu argumento pra dizer que “Blogs são péssimos e aqui está a explicação pra isso.” 

 

Eu posso utilizar, expressar e implementar esse Átomo Criativo de milhares de maneiras diferentes. 

 

 

 

Publicado originalmente por Amy Hoy para o Stacking The Bricks.

Traduzido para o português pela equipe da Fábrica do Futuro.

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